Notícias sobre agronegócios, agricultura, pecuária e meio ambiente - 17 de Janeiro de 2021
Pecuária

Bovinos suplementados com produtos Premix tiveram evolução corporal de 38,2%

Realizado no período da seca, experimento faz parte do projeto “Zebu, carne de qualidade”.

Informações assessoria de imprensa
Em 02 de Dezembro de 2020 às 15h32
Divulgação.

Após conclusão da primeira etapa do projeto “Zebu, carne de qualidade” desenvolvida no período da seca, a Premix, em parceria com a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), apresenta os excelentes resultados obtidos com o lote especial de animais que foram avaliados em sistema de pastagem na Fazenda Experimental da ABCZ – Orestes Prata Tibery Júnior, localizada no município de Uberaba (MG).

No dia 28 de outubro foi encerrada a primeira etapa das avaliações dos 105 animais participantes do experimento. Após 140 dias, suplementados com o proteico energético PSAI com Fator P, aditivo 100% natural da Premix - via Protocolo R30, na fase de seca, os bezerros da raça Nelore obtiveram aumento do peso médio corporal de 246 kg para 340 kg, evolução corporal de 38,2%, ganho no período de seca de 16,21 @/ha e ganho médio diário por animal de 667 gramas. Além disso, com a utilização do Fator P, houve uma redução de 27% na emissão de gases do efeito estufa (carbono equivalente).

Lauriston Bertelli, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Premix, relata que, em razão do manejo privilegiado, a equipe havia projetado um ganho de 600 gr/dia a 700 gr/dia, número maior que o padrão no período de seca convencional, que fica em torno de 450 gr/dia a 500 gr/dia. “O ganho ficou em 667 gr/dia. Isso fez com que o peso acumulado passasse de 16,21 @/ha em apenas 140 dias”, destaca.

O gerente de Melhoramento Pró Genética da ABCZ, Lauro Fraga Almeida, explica que as raças zebuínas são perfeitamente adaptadas e se mostram muito eficientes e produtivas nas condições de clima e pastagem do Brasil. “No caso do projeto Zebu, carne de qualidade, por causa do diferencial genético, os animas responderam melhor ao desafio e tiveram um desempenho excelente, uma vez que foram oferecidas condições favoráveis de pastagem e sem restrição alimentar”, ressalta.

Pesquisador da EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e membro da equipe técnica do projeto, Leonardo de Oliveira Fernandes lembra que a disponibilidade de massa seca aos animais proporcionou taxa de lotação de 3,24 UA/ha. “Tais valores estão muito acima dos observados na pecuária nacional durante o período da seca e compatível com muitos sistemas de manejo durante o período das águas, enfatizando a eficiência do manejo proposto”, explica.

Segundo Leonardo, os ótimos resultados são fruto da utilização de genética adequada, da forrageira utilizada, do manejo de pastagens realizado e da suplementação estratégica com produtos de qualidade como os suplementos oferecidos pela Premix.

O diretor de PD&I da Premix ressalta outro grande resultado apresentado: a redução de gases do efeito estufa. “A utilização do aditivo natural Fator P permitiu uma redução muito significativa de metano entérico em 27%. Isso quer dizer que o equivalente carbono emitido foi 27% menor do que seria se não houvesse a utilização do Fator P”, explica o pesquisador, que acredita que o mercado e os neloristas, aos poucos, irão perceber que é possível mudar radicalmente o sistema de produção na recria.

O projeto Zebu, carne de qualidade foi criado com o objetivo de avaliar o potencial da raça Nelore quanto ao desempenho técnico, econômico e a qualidade da carne dentro de um sistema de produção eficiente cuja premissa é a sustentabilidade da produção de carne de qualidade. Os animais, com idade entre 6 e 8 meses e 200 kg de peso médio, foram doados por criadores de 10 estados brasileiros.

O programa visa atender à crescente demanda por alimentos de qualidade produzidos de forma sustentável, suprindo uma população cada vez mais exigente e levando em conta a constante preocupação com fatores que impactam na produção desses alimentos.

Agora, na próxima etapa da avaliação, os animais continuarão a pasto e serão suplementados com o PSAI Águas com Fator P. Ao final do período das águas, serão conduzidos para o confinamento e, na sequência, será feito o abate técnico, onde as carcaças serão avaliadas e formarão um banco de dados para elaboração de novos critérios de produção sustentável de carne, com a descrição dos melhores e mais adequados protocolos de manejo nutricionais e sanitários.

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