Notícias sobre agronegócios, agricultura, pecuária e meio ambiente - 15 de Agosto de 2022
Leite

Ferramenta de monitoramento auxilia médicos-veterinários na tomada de decisão para a pecuária de leite

Cases de sucesso em propriedades de Minas Gerais e Paraná revelam como a tecnologia de monitoramento pode ser importante aliada de profissionais técnicos no campo.

Informações assessoria de imprensa
Em 03 de Fevereiro de 2022 às 11h07
Foto: Divulgação.

Aprimorar o trabalho de forma contínua é uma exigência no agronegócio, mas, com margens cada vez mais estreitas, o que era diferencial hoje tornou-se necessidade. Sabendo disso, médicos-veterinários vêm buscando soluções práticas e com resultados efetivos para auxiliar seu trabalho técnico nas fazendas. No caso da produção de leite, por exemplo, as dificuldades se demonstram cada vez mais desafiadoras, em especial na reprodução e diagnóstico de enfermidades, dois indicadores que impactam diretamente na lucratividade do produtor.

Temos uma necessidade constante de evoluir em indicadores zootécnicos para melhorar a rentabilidade. Sem o controle da porteira para fora, que é relativo ao comportamento do mercado, temos que controlar muito bem da porteira para dentro, monitorando os índices de produtividade” , explica o médico-veterinário Gabriel Caixeta, consultor pelo Grupo Apoiar em diversas propriedades de Minas Gerais.

O especialista em produção leiteira conta que um dos principais problemas encontrados em um de seus clientes, a Fazenda Campo Alegre, de Patrocínio (MG), era a questão reprodutiva, diante de uma baixa taxa de serviço e taxa de concepção, gerando, por sua vez, uma baixa taxa de prenhez. “Inseminávamos pouco os animais e os que eram inseminados tinham uma baixa taxa de concepção”, diz, completando que quando ao comparar esse número em protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e os animais em cio natural havia uma diferença grande. Foi nesse momento em que se viu a necessidade da adoção de tecnologia.

A opção indicada pelo veterinário foi o sistema de monitoramento SenseHub, da Allflex, marca da MSD Saúde Animal Intelligence. “Do ponto de vista de reprodução, trabalhamos em um manejo similar ao que era aplicado na fazenda, só que com o benefício de taxa de detecção de cio de retorno bem mais alta. Por exemplo, saímos de uma situação na qual tínhamos uma vaca não observada em cio, diagnosticada no dia 30 pós-inseminação vazia e inseminada novamente em um intervalo de 42 dias. Começamos a ter um animal no cio entre 21/23 dias, já passando pelo protocolo de inseminação”, explica Caixeta.

“Essa recuperação do que era um atraso de 20 dias se tornou agora sinônimo de produtividade, em que as vacas estão emprenhando, ficando gestantes, encerrando a lactação, entrando em uma nova lactação e produzindo mais leite rapidamente”, completa.

De acordo com os dados do especialista, no último ano, a taxa de serviço da fazenda fechou em 55%, a taxa de concepção entre 25 e 28% e a taxa de prenhez a 14%. Com a utilização dos colares de monitoramento, os índices já chegaram a 73% de taxa de serviço, a concepção no cio natural saltou para 38% e a taxa de prenhez praticamente dobrou para 26%, com períodos de até 30%.

Além dos benefícios para a reprodução, a tecnologia de monitoramento foi relevante também para aspectos sanitários, dando diagnóstico ativo para o período de transição. “Não adianta querer trabalhar com sanidade e esperar que a vaca conte quando está doente. O interessante é identificar a vaca doente de forma prévia e o colar de monitoramento faz isso, reportando os animais que precisam de intervenção”, orienta Caixeta.

Para a médica-veterinária e coordenadora de Território da MSD Saúde Animal Intelligence, Anna Luiza Belli, o sistema de monitoramento é um grande aliado para os técnicos que buscam otimizar sua forma de gestão dentro das propriedades. A tecnologia, além de trabalhar 24 horas por dia, 7 dias da semana, permite ao técnico verificar se suas orientações foram seguidas dentro da fazenda e pode lhe poupar o tempo, por exemplo, que seria usado para acompanhar se a rotina de trato está sendo feita nos momentos corretos. “Os técnicos que estão se desenvolvendo e procurando ser mais gestores do que apenas funcionários das fazendas, tem muito a ganhar com a adoção da tecnologia em suas consultorias”, explica.

Auxílio na nutrição

A antecipação ao problema proporcionada pela tecnologia de monitoramento também pode ser conferida na nutrição. Com o monitoramento diário do tempo de ingestão é possível fazer avaliações individuais ou em grupos, acompanhando o comportamento de ruminação e as variações ao longo do dia. Trazendo esse panorama para a prática, em dietas com alto percentual concentrado, ou ao contrário, pode-se encontrar um cenário em que os animais vão enfrentar alterações na ruminação. Num momento em que haja alteração da silagem e os teores de amido planejados para dieta forem alterados, a tecnologia de monitoramento pontua as flutuações de ruminação e o aplicativo mostra que a oscilação estava, por exemplo, fora do aceitável. Desse modo é possível fazer uma intervenção antes mesmo que os animais sejam acometidos por um quadro mais grave de acidose, por exemplo, gerando prejuízos na saúde, reprodução e produção do leite.

Nesse aspecto nutricional, o médico-veterinário Lincoln Medeiros, que atende fazendas no Paraná e em Santa Catarina, também é um entusiasta da tecnologia de monitoramento como braço direito do profissional na fazenda. O nutricionista menciona o caso da propriedade Leite Popó, em Palmas (PR), para a qual a tecnologia foi benéfica em um sistema de produção que já ocorre no local desde meados da década de 70 e que já está nas mãos da terceira geração.

Para ele, a tecnologia de monitoramento ajuda a tornar mais seguras decisões que antes eram tomadas apenas com base na observação e hoje representa uma ferramenta prática e assertiva para fazer avaliações. Para se ter ideia, a propriedade, que conta com 100 animais em lactação e 240 animais no rebanho total, produzindo cerca de 35 a 37kg leite/vaca/dia, após o uso da ferramenta teve um aumento na taxa de concepção em 10% e a de serviço aumentou de 30 a 40%.

“Falando enquanto nutricionista, sem o emprego de inovação temos apenas a fotografia do dia da visita, mas não o histórico dos dias anteriores. Com os colares de monitoramento passamos a ter a visão de fora da fazenda, em um aspecto mais global e integrado. Pelo celular observo o dia em si, o comportamento da dieta, faço o comparativo mensal e então avalio a necessidade de reajustes com os dados fornecidos pelo aplicativo”, pontua Medeiros, elencando como um dos principais benefícios da tecnologia a orientação na tomada de decisão.

Para a coordenadora de Território da MSD Saúde Animal Intelligence, Thatiane Kievitsbosch, o trabalho dos veterinários como consultores é imprescindível e a tecnologia de monitoramento ajuda a tornar o seu trabalho mais eficiente. “O gestor e o médico-veterinário seguem aplicando a metodologia da fazenda, mas com a possibilidade de um recurso rápido e assertivo, que mostra todo o entendimento do rebanho em telas, com informações que nem sempre somente a observação consegue identificar. Sob esse olhar integrado, somando profissionais atentos e o emprego de tecnologia aplicada, o campo segue trabalhando por resultados cada vez melhores”, ressalta Thatiane.

Mais informações no site: www.allflex.global/br

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